Historinhas de Ninar do Tio Emmett: Emmercy Jackson e o Ladrão de

Emmercy Jackson e o Ladrão de …

Estava eu no meu martírio diário… Assistir televisão com a minha monstrinha preferida, Nessie.

O quê, Emmett? Martírio, assistir televisão com sua sobrinha preferida (e única)?

Sim.

Vejam, Nessie é viciada em um seriado onde um vampiro se apaixona por uma humana e escreve coisas em seu diário…

Que coisa bizarra. Por favor, se eu fosse um vampiro (opa, mas eu sou, rs) e me apaixonasse por uma humana (esse é o departamento de Edward), naturalmente eu iria compor músicas para ela… Mas como Carlisle não me deixa tocar instrumentos musicais desde o episódio em Londres com as baquetas e fãs alucinadas de Harry Potter achando que Edward era um tal de Cedric (que por sinal, ainda não consigo entender a semelhança), eu escrevo historinhas…

Mas essa história de triângulo amoroso, uma humana no meio, uma vampira piriguete e vampiros saindo à luz do dia me é familiar…

.

.

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Mas é claro!!!

Deve ter sido um episódio de Smallville.

Em todo caso, Nessie é louca por coisas místicas. Pudera, quem não seria quando sua família é vampira, seu melhor amigo/futuro namorado pela eternidade (coisa que eu não me orgulho em lembrar) é um lobo fedorento e seu avô paterno é um eterno pateta… Melhor não pensar isso perto de Edward. Ele é dedo-duro.

Então, como disse, Nessie adora coisas estranhas e não me admira que ela tenha se encantado por um vampirinho meia tigela chamado Damon.

– Ai ai, Damon… – Nessie suspirou.

– Desista, monstrinha. Vampiros assim não existem. – eu disse.

– Eu sei, mas… Ele é um deus grego. – ela disse.

– Não é nada. Deuses gregos vivem no Olimpo, são belos e tem casos com mortais. – eu disse.

– E como você sabe disso tudo? – ela me perguntou.

– Simples. Eu tenho um amigo que é filho de um deus grego.

– E qual o nome dele? – Nessie me perguntou.

– Percy… – eu comecei a falar, mas enfim, caiu a ficha. Era hora para mais uma historinha. – … Emmercy Jackson. Emmercy Jackson é filho do deus dos mares, Poseidon… Han… Carleidon?

 

– Melhor. – ela sorriu.

– Pois então… Vou te contar como o acusaram de roubarem o raio do deus dos céus, Ze… Zeudward.

– Não imagino papai com um raio na mão, titio. – ela me chamou a atenção. Realmente, eu também não.

– Então vou contar como roubaram as chaves do volvo prata de Zeudward. – eu disse e ela sorriu.

“Era uma vez um garoto belo e musculoso chamado Emmercy Jackson. Emmercy Jackson vivia sua vida normal com sua mãe Eslly Jackson e com seu padrasto Jake…”

– Epa, titio, como assim? Jake, casado com a vovó Esme? – Nessie me questionou.

– Bom… Foi a coisa mais fedida que eu achei… – Eu disse, ganhando um olhar de reprovação da minha sobrinha. – Mas é verdade, veja bem, o cheiro dele com certeza encobriria o rastro deixado por um semideus. – eu disse, enquanto ela ia fechando mais ainda a cara. – Ah, Nessie, vamos, eu não quero ter que colocar outro fedorento na história… Já não basta que os amigos humanos de Bella vão ter que entrar também. – eu confidenciei.

– Por quê? – ela perguntou.

– Não contarei. É Spoiler. Aguarde e verá. Ou melhor, ouvirá. – eu falei. – Então…

“O padrasto de Emmercy era literalmente um cão. Infernizava a vida deles dois, dizendo que o pobre Emmercy era burro e tudo mais. Mas Emmercy era um rapazinho legal, apenas incompreendido. Ele tinha um melhor amigo chamado Tumnus… SIM, TUMNUS, antes que minha sobrinha pergunte. Tumnus seguia Emmercy aonde ele fosse. Um belo dia, eles foram ao museu de Forks onde havia imagens de deuses gregos. Seu professor, Xavier, que era cadeirante…”

– Pensei que já havia acabado com essa história de ser um X-Men titio. – Nessie me interrompeu.

– Ah… bem, é que ter um professor telepata deve ser melhor que um professor de biologia que dá uma cebola de ouro para quem acerta as questões que ele propõe.

– Você nunca ganhou a cebola, não é? – ela me perguntou.

– … – eu refleti. Não… Nunca respondi uma pergunta certa. Nem mesmo no dia em que ele perguntou na sala a respeito dos planetas:

“Srta. Hale, me responda qual o último planeta do sistema solar que havia sido rebaixado da categoria de planeta?”

“Plutão. ” Minha ursinha respondeu.

“Muito bem. Sr. Cullen, qual o planeta que vem antes de Plutão?”

“Patetão. ” Eu respondi.

Resultado. Rose ganhou um planeta dourado e eu não ganhei nada. Só uma surra dela quando eu quebrei o seu planeta dourado.

– Não vem ao caso agora. – eu disse a Nessie. – Continuando…

“Então seu professor começou a fazer perguntas para ele, na intenção que ele entendesse sua real condição.

“Emmercy, quem foi Cronus?” professor Xavier perguntou.

“O inventor daquele negócio que minha mãe passa na cara antes de dormir?” Ele revidou.

“Vamos, eu sei que você pode fazer melhor do que isso.” Professor Xavier perguntou.

“Han… Acho que ele foi um titã que engoliu os filhos e depois teve que cuspir quando Zeudward deu algo para ele beber. Ai teve uma luta e ele ficou trancado na Cárie… ”

“No Tártaro. ” Tumnus corrigiu.

“Sim… han… Isso. E então o mundo antigo tinha três deuses principais: Carleidon, Zeudward e Jades…”

“Exatamente.” Professor Xavier disse. “Esses deuses vinham a terra em forma humana para poderem ter relações com os seres humanos daqui. São os chamados semi-deuses. Consegue lembrar o nome de algum, Emmercy?”

Sabendo que o forte de seu amigo não era a inteligência, Tumnus deu um chute em seu pé.

“Ai, meu tendão de Aquiles!” ele gritou.

“Excelente, meu caro.” Professor Xavier disse. “Aquiles foi um dos maiores heróis da Grécia. Sua fraqueza estava em seu calcanhar, pois sua mãe, ao banhá-lo no Rio Estige, na tentativa de torná-lo imortal, deixou seus calcanhares de fora, tornando-o vulnerável naquela parte. Agora, pergunto, Emmercy Jackson… Emmercy? Emmercy Jackson?”

“ZzZz…” Emmercy roncou.

“EMMERCY JACKSON!” O professou gritou. “Sabe qual a importância da mitologia grega nos dias atuais?” Ele perguntou.

“Han… É…” ele gaguejou.

“Deixa pra lá. Mas é bom você estudar bastante.” O professor disse, indo para a sala ao lado, sendo seguido dos demais figurantes. Apenas uma única criatura havia ficado para trás. Uma criatura medonha, estranha e arrepiante.

“Me entregue as chaves do volvo” a coisa feia gritou com ele.

“O quê?” Emmercy perguntou. “Deve estar enganado. Eu dirijo um jeep, e não um volvo.”

Aquela criaturinha bizarra se transformou em algo mais bizarro ainda. Uma criatura com uma pele asquerosa, pelagem dourada e grandes olhos azulados.

“Meus deuses, o que é você?” Emmercy perguntou.

“Uma fúria Newton” Ele declarou.

“Ai meu São Francisco…” Emmercy disse.

A Fúria Newton fez cara de cachorro com dúvida.

“Peraê cara… Numa história com deuses gregos você vem me falar de São Francisco?”

“Ah, é. Ai minha Santa Afrodite… Tô encrencado.”

Então, eis que surge professor Xavier com Tumnus e espantam a coisa loira e estranha, que saiu voando pela janela.

“Aqui já não é mais seguro para Emmercy, Professor. Tenho que levá-lo para você sabe onde. Vou falar com a mãe dele. Temos que protegê-los imediatamente.”

“O quê?” Emmercy queria saber, mas sabia que seria em vão.

Então, foram até sua casa, pegaram algumas coisas, sua mãe, ignorando a presença do Jake fedorento e antes que minha sobrinha interrompa, ele É fedorento. Saíram logo em seguida e caíram na estrada.

No meio do caminho, uma figura enorme e bestial encontrou o pessoal. Ele era… o Ursotauro.”

– Ursotauro? – Nessie me questionou.

– Isso, metade urso e metade touro. – eu respondi.

– Pensei que fosse Minotauro, e que ele era metade touro, metade homem.

– Não há nada de assustador com humanos… Só Jéssica Stanley. Mas ursos são desafiadores. Sabe o que eu sinto em relação aos ursos… São meus preferidos.

– Principalmente aquele amarelo, o ursinho P… – ela começou a falar da minha admiração pelas criaturinhas do Bosque dos 100 Acres. Menos o Leitão. Ele é tão pequeno e chato… Lembra muito a Alice, a sabichona!

– Nessie, Nessie… Vou continuar a historinha. – eu disse, pois ficaria muito mal todos saberem que um cara grande e forte como eu gosta dessas coisas bonitinhas. Eles não são como o Barney. O Barney é… Especial!

“Então ele encontrou o Ursotauro, que pegou sua mãe enquanto ele estava chegando à colina onde ficaria o acampamento que ele ficaria. Ele derrotou o Ursotauro, desmaiou e acordou depois com um lindo anjo loiro tomando conta dele.

“Devo estar no céu… esse é o anjo mais lindo que eu já…”

“Cala a boca, bafo de alga.” O lindo anjo loiro chamado Rosebeth disse. “Você me enoja… Aliás, seu pai, aquele aguado é rival da minha mãe Alitena, a deusa da sabedoria.”

“Aposto que é uma sabichona…” ele disse. “Então, Tumnus estava comigo. Onde ele está?”

“Olá Emmercy, meu amigão.” Tumnus surgiu de algum lugar. Ele não era mais o amigo de Emmercy. Era um pequeno monstrinho com patas de carneiro.

“Caaaaaaara! Você é um… um… FAUNO!” Emmercy gritou.

“Tecnicamente… eu sou um Sátiro. Sabe, mitologia grega, fauno é na romana…” Tumnus tentou explicar, em vão, pois Emmercy estava embriagado com a presença de Rosebeth. “Ah, desisto. Venha, vou apresentar você a Quíron, o centauro responsável por treinar os heróis.”

Vocês devem imaginar a surpresa de Emmercy ao perceber que o Centauro era o seu professor cadeirante, Xavier.

“Caramba, véi! Como você ficava naquela cadeira de rodas com essas patas enormes?” Emmercy perguntou.

“Uma longa história, Emmercy. Aquela cadeira foi um ótimo disfarce.” Ele confidenciou.

“Aposto que se aproveitou pra poder furar fila… Safadinho” Emmercy deu um sorriso malicioso ao seu professor.

“Han, é… Emmercy, aqui é o acampamento meio-sangue. Todos aqui são meio sangue, igual a você. Isso quer dizer, metade humano, metade…”

“Bruxo? Igual a Harry Potter?” Emmercy perguntou.

“Não.” Quíron tentou explicar.

“Então eu não sou um bruxo?” Emmercy perguntou

“Não…” Quíron disse, impaciente.

“Então não estou em um lugar igual a Hogwarts, onde vou aprender magia para poder lutar contra um monstro das trevas que matou os meus p…” Emmercy perguntava, mas foi interrompido por Rosebeth.

“Sua anta, você tem um Q.I. de uma estrela do mar ou o quê? Seu pai é um deus grego. Carleidon, deus dos mares.”

“…” Emmercy engasgou. Seu pai, um deus grego? Isso faria dele um semi-deus. Um herói. “Isso quer dizer que eu sou um herói?”

“Bom, ainda não, mas será.” Quíron disse.

“Como Aquiles?” Emmercy perguntou.

“Sim!” Quíron disse, sorrindo, percebendo o entusiasmo do garoto.

“… EU NÃO QUERO MORRER POR CAUSA DO MEU PÉ!!!” ele disse, começando a chorar. “Eu quero minha mãe, minha mãe que aquele Ursotauro matou!”

De repente, eis que surge uma figura estranha das trevas. Um fundo musical à la Simple Plan começou a tocar e uma cabeleira alisada com uma franja despenteada sorriu.

“Jades…” Quíron disse. “O deus dos mortos e dos emos.”

“Silêncio!” Jades ordenou. “Olá sobrinho! Como pode ver, eu fui excluído do Olimpo por seu pai e seu outro tio, aqueles chatos.”

“Pudera, só vivia se lamentando pelos cantos do Olimpo.” Rosebeth disse.

“Silêncio!” ele ordenou mais uma vez. “Como eu ia dizendo… Eu quero que você me traga as chaves do Volvo Prata de Zeudward. Se não, eu matarei a sua mãe.” Jades disse, saindo de cena.

“Oh meus deuses, e agora, o que fazer?” perguntou Tumnus.

“Vou sair em missão atrás da minha mãe. Mas primeiro, vou visitar o filho de Hermes, o nerd do acampamento: Benluke.” Emmercy respondeu.

Foram até a cabana de Benluke, onde esse estava jogando Colheita Feliz, mas parou o jogo para ajudar seus amigos.

“Muito bem, aqui estão os All Stars alados do meu pai. Mas não cheguem perto de Hella com eles…”

“Hella? A esposa de Zeudward?” Emmercy.

“Sim. Ela tem uma tara por esses sapatos e vai causar uma briga com Alitena…” Benluke disse. “Aqui está o meu escudo preferido. Usei na feira de Cosplay quando fui de cavaleiro do zodíaco.”

“Adoro esse desenho.” Rosebeth disse.

“Claro, sua exibida. Sua mãe é o foco da história… ” Benluke disse, lembrando que seu pai é um mero coadjuvante no Olimpo. “Então, vão agora, pois roubaram algumas cenouras aqui. Ah, é, levem esse mapa. Vocês vão ter que entrar no território de Jades e com esse mapa acharão as pérolas de sua esposa: Tanyefone… Serão necessárias para vocês voltarem. E levem as chaves no templo antes do solstício de verão. ”

Então, com todo o equipamento necessário, mais uma espada que foi dada de presente de Quíron, eles partiram em sua missão. A primeira parada era um lugar onde havia estátuas de pedra.

“Isso não está me cheirando bem…” Rosebeth disse.

“Calma Rosebeth, não há lobos aqui. Só estátuas de pedra. ” Tumnus disse.

Logo eles ouviram um barulho. “Tssss”

“Quando acabar com a lata de Coca, eu quero.” Tumnus disse.

“Ninguém abriu Coca nenhuma, seu quadrúpede… bípede.” Rosebeth disse.

“Tsss…” eles ouviram mais perto.

“Ai meus deuses… Eu sabia. Aqui não é loja de jardinagem coisa nenhuma. Aqui é o covil da Medussica.” Emmercy disse.

“Como você sabia disso?” Rosebeth perguntou, surpresa.

“Eu li naquela placa que está escrito: Covil da Medússica.” Ele apontou para uma placa em Neon na entrada. Rosebeth ia dando um tabefe na sua cabeça, quando viram uma criatura de óculos escuros, chegando, sorrateira.

“Ora, ora, se não é a filha de Alitena e o filho de Carleidon… E um bode fedorento. Que sssurpresa agradável. Estava mesmo precisando de mais estátuas.” Medússica disse.

“Sai fora, mocréia. Você não gosta da gente, pois foi rejeitada pelos deuses do Olimpo. O pai de Emmercy não te quis e minha mãe te dedurou por estar fazendo zona no templo dela.” Rosebeth disse.

“E eu teria conseguido… Mas, agora vou transformar todo mundo em pedra.”

Uma fúria incontrolada surgiu em Rosebeth, como se em outra vida ela tivesse sido alguma rainha de Copas… Ou talvez em outra historinha…

“CORTEM A CABEÇA DELA!” ela gritou.

Imediatamente, Emmercy cortou a cabeça da bendita Medússica, mas resolveu guardar, pois aquilo poderia ser útil.””

– Quando que uma cabeça cortada seria útil, tio Emmett? – Nessie perguntou.

– Ora, Nessie, quantas vezes sua tia Rose arranca minha cabeça e ela ainda funciona? – eu perguntei.

– Mas quando a SUA cabeça, cortada ou não serve pra alguma coisa? – ela perguntou.

– Nessie!!! Que coisa mais rude de se falar. Estou chocado. Onde ouviu isso?

– Tia Rose que falou. – ela confidenciou.

– Ah. Então tudo bem. – eu disse. Nessie é um doce, não falaria isso, sabia que tinha ouvido de alguém mais cruel… Meu pequeno papagaiozinho. – Então, vou voltar à história, tá?!

“Emmercy percebeu que a Medússica usava uma pulseira com uma grande pérola verde.

“Minha mãe teria achado isso extremamente brega” Rosebeth disse.

Depois disso, eles seguiram para o Pantheon, em Nashville, onde acharam uma enorme estátua de Alitena.

“Ela parece tão… alta.” Emmercy disse.

“Não se iluda. É apenas uma estátua. Ela é a mais baixa de todos os deuses do Olimpo.” Tumnus disse.

De repente, quatro homens fortes, mas nem tanto quanto Emmercy, e de pele bronzeada apareceram. Eles diziam em coro.

‘ Entregue as chaves do volvo de prata, Emmercy Jackson’.

‘De novo essa ladainha? Eu não estou com a chaves de ninguém.’ Emmercy se defendeu.

De repente, eles se juntaram em um grande cachorro de três cabeças.

“Misericórdia, que fedor. Pior que o marido da minha mãe.”Emmercy disse.

“Isso é um Sethirus. Cuidado, qualquer movimento em falso e …

“Oooooooi. Quer ser meu melhor amigo? Você parece ser legal! Você também! E você!” cada cabeça dizia a cada um deles.

“Socorro.” sibilou Rosebeth. “Não corte as cabeças… Terão mais e…” ela dizia, mas ai o Sethirus deu uma lambida nela. Numa ira incontrolável, como se alguém tivesse jogado comida na cabeça dela, ela gritou. “VOCÊ ME BABOU COM ESSA LÍNGUA IMUNDA?” ela se revoltou. “Emmercy, a cabeça da Medússica.”

“Ah, mas ele é tão bonitinho. Oh. Sethirus, senta. Rola. Finge de morto. Dá a patinha. Agora fala.”

“Rosebeth é gorda!” o Sethirus disse.

“Bom garoto!”Emmercy disse.

Revoltada com aquilo, Rosebeth pegou a cabeça da Medússica e transformou o cão em pedra.

“E não chore.”ela disse pra Emmercy. “Se não eu transformo você também. Agora coloque esse All Star e vá pegar a pérola que está na coroa da estátua.”

“Porque você não coloca, espertinha?” Emmercy disse, fungando, pois gostava do cãozinho.

“Minha mãe me mataria se eu os colocasse. Agora vá e não me irrite.” ela disse, encerrando o assunto.

Eles então se encaminharam à Las Vegas, onde havia cassinos e essas coisas para as pessoas gastarem dinheiro. Chegando lá, foram até o Cassino Lótus, onde estava acontecendo uma rave.

Ao chegarem lá, uma estranha criatura estava comandando a festa e eles se distraíram com tamanho fascínio.

“O que é aquilo? – Emmercy perguntou.

“É tão… tão… não sei explicar. Não sei o que é. Olha, veja, ele vai dizer alguma coisa.”

Um silêncio se fez, até que a criatura começou a cantar.

“Eu me remexo muito. Eu me remexo muito. Eu me remexo muito. Remexo…”

” MUITO!” o pessoal disse, ao seu redor.

“Acho que é um macaco.” Emmercy disse.

“Um Monkey man.” Rosebeth disse, com um certo interesse nos olhos.

“Não, seus babões.”A pequena criatura de cocar estranho disse. “Eu sou um lêmure. Rei Julien. Maurice? Maurice? Ah, deve estar por aí. Quem são vocês?”

“Somos Rosebeth, Emmercy e Tumnus e estamos aqui…” Rosebeth disse.

“Para remexer.” Rei Julien disse.

“MUITO!” todos os outros figurantes disseram.

“Mas que idéia idiota. Quem é que iria ficar remexendo muito com vocês. Isso é perda de tempo, certo Emmercy? Emmercy?” Rosebeth perguntava, mas quando viu seu companheiro de missão remexendo muito, se revoltou e foi olhar a loja de conveniências do lugar. Tumnus foi arranjar alguma coisa pra comer.

Algum tempo depois, Emmercy começou a ouvir algumas vozes.

“Emmercy, pare. Foque-se na sua missão”

“Será que eu tô virando médium?” ele perguntou a si mesmo. “Eu lembro desse filme sobre aquele mineiro que falava…”

“Não, seu idiota! Apenas foque-se em sua missão.”

E a voz se encerrou.

Ele se lembrou das chaves do volvo, de que tinha que salvar a sua mãe, que tinha que achar Rosebeth e Tumnus.

“Rosebeth, vamos! Precisamos ir.” Ele disse.

“Ah, não. Agora que eu achei um vestido preto maravilhoso que cabe em mim, eu não quero nem saber, você vai ter que me esperar…”

“Esse vestido te deixou gorda.” Emmercy disse, sabendo que ela desistiria do vestido e iria com ele. Tumnus estava mais adiante num rodízio de comida, mas desistiu quando começaram a servir carne de bode.

“Aonde os babões vão?” Rei Julien foi atrás dos nossos heróis.

“Olha aqui, coisinha. Estou irritada, o vestido ficou feio em mim, tenho que confrontar o deus dos mortos e dos emos, então, vaza!” Rosebeth disse.

“Não, não, não!” Rei Julien disse. “Vocês agora são meus súditos. Devem obediência a mim. Onde está Maurice quando eu preciso que ele leia as minhas leis?”

“Cara, sério. Precisamos de uma pérola verde que pertence a Tanyefone. Preciso tirar minha mãe de lá e…”

“Olha as rugas de preocupação na palma da minha mão.” Rei Julien disse. “Além disso, a única pérola verde que eu tenho está aqui nesse meu anel belíssimo. É o anel real. Ninguém toca no anel real. Nem mesmo eu.” Ele disse, tocando no anel real. “Ôpa. Toquei.” Ele disse, rindo.

Rosebeth então pegou a coroa da cabeça do rei.

“Nãaaaaao.” Ele disse. “Minha coroa não, que é meu ganha pão. Sua… sua…”

“Dá logo esse anel, se não meu amiguinho aqui comerá sua coroa.” Ela disse, entregando a coroa para Tumnus.

“Já que pede assim, com tanta delicadeza…” Rei Julien disse, passando o bendito anel real para Rosebeth. Esta, por sua vez, devolveu a coroa para Rei Julien.

“Legal. Agora temos que ir pra Los Angeles.” Emmercy disse, em direção ao carro roubado que eles arranjaram.””

– Pra quem não roubou as chaves do volvo prata do deus Zeudward, Emmercy se saiu muito bem roubando um carro, não? – Nessie me questionou.

– Você se apega muito aos detalhes. Seu mal é esse. Deixa o menino ser feliz, roubando o carro pra salvar a mãe dele. Além do mais, é plausível roubar um carro pra salvar um ente querido. Se não fosse assim, você nem estaria aqui.

– Ah, é. Tinha me esquecido de “Quando a lua está no céu, mas ninguém vê”. – ela disse, me lembrando que logo seria hora de contar a ela “Quando a lua tapa o sol”.

– Hum… Mas não interrompa o titio. Estou quase acabando.

“Então, eles seguiram até o Hades a procura de Jades. Lá encontraram um cara mau encapuzado, com cara de mau encarado que perguntou:

“Qual é a senha?”

“Antônio Nunes!” eles falaram, batendo cada um em sua coxa.

“Podem entrar.” Ele disse, levando-os por um caminho feio.

Chegaram, então, ao palácio de Jades. Na porta foram recebidos por Tanyefone.

“Homens… opa, humanos.” Ela sorriu. “Que bom, não tenho uma companhia há séculos. Só aquele emo descarado, que fica chorando pelos cantos.”

“Estou ouvindo!” Jades gritou de algum lugar da casa.

“E eu com isso? É uma pena terem me colocado como filha de deus Zeudward nessa história. E a songa monga da Hella está lá com ele. Se não, a história seria outra, meu bem. E você tem visitas. Seu sobrinho está aqui com um amiguinho muito apetitoso.” Ela disse, lançando um olhar e piscando ao pequeno fauno.

“Sobrinho!!!” uma figura despenteada apareceu.

“Cruzes…” Tumnus disse.

“Digo isso todos os dias ao acordar.” A deusa piriguetesca disse.

“Calados! Sobrinho. Que ousadia vir ao meu território. Vejo que não tem o bom senso do seu pai.”

“Não, isso ele herdou da tia Hella…” Rosebeth disse.

“Mas, me diga, onde estão as chaves do volvo prata de Zeudward??” Jades perguntou.

“Eu que sei? Eu vim buscar minha mãe?” Emmercy disse.

“Bom… eu realmente estava me cansando dela. Tem uma mania de limpeza terrível. Mas não sairá daqui enquanto não me der as chaves…”

“Cara, eu tenho uma caneta que vira espada, uma loira mal humorada…”

“Heeeeei…” Rosebeth resmungou.

“E esse escudo de um cosplayer…” Ele disse, jogando o escudo no chão.

Ouviu-se um barulho dentro do escudo. Vocês nunca vão acreditar no que era, e se minha sobrinha falar É ÓBVIO QUE SÃO AS CHAVES, eu não conto mais historinhas para ela.

“As chaves.” Todos falaram ao mesmo tempo.

“Peguei.” Jades gritou.

“Não, eu peguei.” Emmercy disse.

“Ô idiotas. A chave ta com a piriguete ali.” Rosebeth disse.

“Isso. Boa amorzinho!” Jades disse. Mas Tanyerfone deu um soco na sua cara e ele caiu desfalecido no chão.

“Mas…” Emmercy disse.

“Olha garoto, se a história fosse outra, eu teria usado essa chave para ter o deus Zeudward para mim. Mas até minha piriguetagem tem limite, e apesar de eu estar casada com meu “tio”, com o pai é muito incesto. Então leva sua mãe daqui e a loira. Mas o fauno fica.”

“Mas porque…?” Tumnus perguntou.

“Primeiro, ele só tem 3 pérolas. Segundo… Nunca experimentei um fauno.” Ela disse, sorrindo.

“Socorro.” Tumnus engoliu seco.

Então, ela libertou a mãe de Emmercy e eles pisaram na pérola. Seguiram até o Olimpo onde eles encontraram Benluke, que estava à sua espera.

“Qual é cara, porque você roubou as chaves do volvo prata de Zeudward?” Emmercy perguntou.

“Dã… Iria começar uma batalha entre os deuses. Era como se eu estivesse jogando God of War ao vivo.”

“Nerd…” Rosebeth disse.

“Mas agora você será castigado, Benluke… Eu queimarei…”

“Não.” Benluke disse.

“…todas as suas…” ele disse, pegando seu isqueiro.

“Por favor, não.” Ele implorou.

“…revistinhas da Marvel.” Emmercy concluiu.

“NÃOOOOOO!” Benluke disse, sumindo de cena, enquanto o fogo consumia suas edições mais antigas das historinhas do Homem Aranha.

Rosebeth e Emmercy conseguiram entrar no Olimpo. Lá estava um caos. Hella estava sentada em uma cadeira, resmungando algo sobre Zeudward não dar credibilidade ao que ela diz. Alitena, como sempre, tagarelando que tudo vai se resolver. Os demais deuses coadjuvantes estavam discutindo. No centro da briga, Carleidon e Zeudward.

“Seu filho roubou as chaves do meu volvo.” Zeudward disse.

“Isso é um absurdo. Como você pode provar isso?” Carleidon perguntou.

“Ei, nós temos visita.” Alitena disse.

Todos olharam para as pequeninas figuras.

“Oi mãe.” Rosebeth disse.

Alitena prestou atenção na mochila que sua filha carregava. Tinha um par de All Stars alados nela.

“Rosebeth, não me diga que você calçou isso?”

“Não, né mãe? Só grife, como você me ensinou. Isso é arte do bafo de alga aqui…”

“Ah… eu bem que queria um par de t…” Hella começou a falar, mas Alitena cortou.

“Não comece…”

“Então, meu filho, porque você está aqui?” Carleidon perguntou.

“Vim devolver isso.” Ele esticou as chaves para fora da mochila.

“Eu sabia!!!” Zeudward disse.

” Sabe nada, quem é a deusa da sabedoria aqui? Ele não roubou, foi o filho de Hermes aí, aquele nerdzinho.” Alitena disse.

“Hum… ah, sim, bem, han, eu, hum… Eu vou tocar o piano olimpiano.” Ele disse, saindo de cena.

“Olha, eu quero meu fauno de volta. Ele ficou lá no Jades, aos cuidados da esposa de seu irmão.” Emmercy disse.

“Bom, eu irei buscá-lo e…” Zeudward dizia, mas então sentiu-se um tremor nas estruturas do Olimpo.

“NÃO VAI NADA! MANDE HERMES NO LUGAR. PERTO DAQUELA LAMBISGÓIA VOCÊ NÃO FICA!!!” Hella gritou com ele.

“Mas, Hellinha, amor da minha vida, néctar do meu cálice… Ela é minha filha e”

“E me poupe dessa conversa fiada.” Ela disse. “Parente a gente não escolhe, mas eu tô de olho naquela sirigaitazinha… E vamos logo embora, se não eu saio do Olimpo e vou lá pra o Egito, com aqueles deuses antropomórficos…” ela ameaçou.

“O que é isso?” Afrodite, a deusa da beleza e do amor, mas de inteligência zero, perguntou.

“Em forma de humanos e ANIMAIS… Principalmente CACHORROS.” Ela disse, saindo de cena, sendo seguida por Zeudward, implorando por seu perdão.

“Deus dos deuses… hunf, pau mandado.” Emmercy disse. “Então, pai, algo a me dizer por ter ficado esse tempo todo fora?”

“Meu filho, eu estou tão orgulhoso de você. Queria poder ter visto você a mais tempo, mas eu estava com você o tempo todo…” Carleidon

“Bla, bla, bla. Eles falam isso o tempo todo.” Rosebeth disse. “Vamos embora daqui, bafo de alga… Temos muito que fazer no acampamento, você tem que despachar sua mãe pra casa e tudo mais. ”

Então, Emmercy voltou para o acampamento. Sua mãe se livrou do fedorento, e com isso todos foram felizes para sempre, ou até o tio Emmett terminar de ler a saga e poder contar mias historinhas sobre Emmercy Jackson.””

– E fim. – eu disse.

Ver aquela criaturinha adormecida no sofá me fez pensar em algo adormecido em mim há muito tempo.

“NÃO ACREDITO QUE ELA DORMIU” eu pensei.

– Emmett, por favor. Pense um pouco mais baixo. – Edward disse, atrás de mim. – Ela não está dormindo de verdade. Ela fechou os olhos para você achar que ela estava dormindo. Abra os olhos, querida. Enganar o titio não é legal.

Nessie abriu seus olhinhos e sorriu para nós. Tão linda, mas tão danada. Puxou ao titio.

– Oi papai. Tio Emmett me contou uma história sobre mitologia grega. Mas não entendi o que a deusa Tanyefone queria com Tumnus.

– Óbvio Nessie, ela queria fazer se… – eu disse, mas antes que eu completasse minha frase, Edward tinha arrancado minha cabeça e a minha língua.

– Mas eu só ia dizer que ia fazer “Seu dever de casa.” – eu disse, na linguagem de surdos mudos.

– Desde quando você sabe libras, Emmett? – Edward perguntou.

– Desde que todos aqui me desmembram por algum motivo. Imagine quando eu for contar à Nessie sobre a história onde Bella beija Ja…

Foi a gota dӇgua para ele.

Então… Estou de castigo.

Um mês sem Barney, sem jogar colheita feliz e, pior, de babá de Seth. Pensei que Rose não tinha sofrido tanto da última vez. Me enganei.

– Emmett! Que bom, você vai ficar de babá esse mês pra mim. Edward disse que eu vou poder vir todos os dias brincar, a gente pode construir uma casa na árvore, um balanço, tomar banho no rio aqui pertinho e caçar também. Ouvi dizer que você gosta de ursos, mas eu prefiro alces, sabe…

Monstrinhos e Monstrinhas. Antes que eu acabe encarnando O Cullen que Mata, me despeço.

Com muito amor, sem Barney, e a paciência esgotando…

Tio Emmercy.

– E Seth. Fala que eu to aqui. Fala, Emmett, vamos, diz que eu to aqui também.

– Aaaaai, ta bom.

Tio Emmercy… e Seth.

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