Transcrição:

1ª parte:

Jornalista (J): O filme, produzido pelo português Paulo Branco, vai competir pela Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes. A lista escolhida para concurso, escolhida pelo júri, foi divulgada esta manhã, em Paris e inclui o filme Cosmopolis, realizado por David Cronenber e produzido por Paulo Branco. O filme tem vindo a ser apontado como um dos filmes do ano e a sua estreia está a gerar grande expectativa. O actor principal é Robert Pattinson, a estrela dos filmes da saga Twilight, que construiu um exército de fãs por todo o mundo.

[apresentação do teaser]

J: Daqui a pouco, uma breve conversa com Paulo Branco, que consegue com esta nomeação, 11ª filme que produz no principal Festival de Cinema da Europa.

2ª parte:

J: Regresso da fotografia [era o tema da reportagem anterior] ao cinema, por causa da nomeação de Cosmopolis, o novo filme de David Cronenberg, produzido pelo português Paulo Branco, que está no Jornal das 8. Paulo, muito boa noite. Este é o 11º filme que produz e que entra na competição principal em Cannes, o mais importante festival da Europa. Por aquilo que já vimos, do trailer e daquilo que se conhece, este não é um filme europeu, se me permite a expressão. É o seu filme mais importante de sempre?

Paulo Branco (PB): Todos os filmes, penso, que são importantes para um produtor, mas este é um bocadinho especial. É lógico. É um filme em que, pela primeira vez, eu trabalhei num gênero de sistema no outro lado do Atlântico – isto foi filmado em Toronto. Foi filmado por um dos maiores realizadores que existem, David Cronenberg, que teve – se quiser – pelo menos, a simpatia de me ter ouvido e ter aceito a minha proposta e com grandes atores, quer dizer alguns atores de Hollywood. Portanto, é realmente a primeira vez que tenho um filme desta dimensão e com um orçamento deste valor.

J: Estamos falando de uma super produção?

PB: Estamos falando de uma produção média americana, cerca de 15 milhões de euros. O filme é franco-canadense, portanto teve apoios tanto da França, como do Canadá. Apesar de tudo, é um orçamento do qual os produtores independentes não estão habituados e sobretudo com a liberdade que eu tive para produzir este filme: com a escolha do realizador, a escolha dos atores (de acordo com o Cronenberg); e foi uma experiência única. Estar agora em Cannes é realmente um orgulho; um reconhecimento. Não é “mais um filme”. Cada filme que está em Cannes, em competição, não é “mais um”. É sempre alguma coisa de especial, como quem já lá esteve e quem segue o festival de Cannes todo pode compreender.

J: A lista de participantes neste filme é impressível: o realizador é famoso, David Cronenberg, os atores principais, eu diria que são ainda mais famosos (Juliette Binoche e Robert Pattinson, a estrela da saga Twilight). Pergunto se está previsto o envolvimento destes artistas em Portugal, no lançamento do filme, que está previsto para Maio, se não me engano.

PB: Exato. Criou-se uma tal empatia com Don de Lillo, David Cronenberg, Robert Pattinson, que, desde que falei na hipótese de eles fazerem uma pequena volta pela Europa, para promoverem o filme, começando por Portugal, aceitaram de imediato. Portanto, eles estarão aqui logo a seguir ao Festival de Cannes, para a estreia portuguesa do filme. Penso que é único, numa estreia a favor de um filme em Portugal. E isso é também um exemplo de um profissionalismo e, ao mesmo tempo, de uma entrega de quem colaborou neste filme a este projeto. Pattinson, para ele, é um projeto essencial. Ele viu o filme e disse-me pessoalmente que era, talvez, o trabalho dele que estava mais orgulhoso e que queria defendê-lo onde fosse necessário. O Don de Lillo, um dos maiores escritores – como sabe – mundiais, quando viu o filme, também gostou imenso.

J: E, em princípio, vamos tê-los aqui em Maio, para o lançamento do filme. Paulo Branco, para uma resposta muito breve, para além dos 11 filmes para a competição principal, o Paulo Branco vê um impressionante total (estive lendo) de 52 filmes que participaram nas diversas secção do Festival de Cannes. Perguntava-lhe, em tom meio de brincadeira, mas também a sério, se isto conta para as exportações nacionais.

PB: Claro que conta. Quando estamos em Cannes, é para ser o princípio, um passo, para a divulgação mundial dos filmes que lá passam e para que consigamos contribuindo para receitas que, a maior parte delas, vêm e entram aqui, no nosso país. É preciso também não esquecer – as pessoas esquecem um pouco isso – os projetos ambiciosos que temos em Portugal, uma grande parte do financiamento também é conseguido internacionalmente e que são valores que, depois, são despendidos em Portugal. Penso que alguns de nós que estamos ligados ao cinema também temos a preocupação de valorizar e criar mais-valias para o nosso país.

J: Paulo Branco, obrigado por ter vindo ao Jornal das 8 e parabéns pela nomeação de Cannes.

Fonte// Via: IrmandadeRobsten

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