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Havia dois estudiosos irmãos, Jacob e Wilhelm Grimm. Imagens em um espelho, você poderia dizer. Eles coletaram contos de fadas em duas línguas, alto alemão e baixo. Eles publicaram essas estórias em duas edições do “Contos das Crianças e do Lar,” primeiro em 1812, e depois em 1819, com muitas, como “Schneewittchen” (Branca de Neve), mudanças de uma versão para a outra.

Este ano, dois filmes de Hollywood baseados em “Branca de Neve” chegam aos cinemas, trazendo para 51 o número de adaptações da estória da vã Rainha com um inocente espelho, sua inocente rival, um simpático caçador, uma maçã envenenada e um jovem príncipe.

“Espelho, Espelho meu” da Relativity Media estreiou essa semana, dirigido por Tarsem Singh. O filme estrela Julia Roberts como a Rainha Má, Lily Collins como a Branca de Neve e Armie Hammer como o Príncipe Andrew Alcott. Em junho, “Branca de Neve e o Caçador” da Universal Pictures, anunciado como “uma reviravolta no conto de fada,” estrela Kristen Stewart como Branca de Neve, Charlize Theron como a Rainha Ravenna e Chris Hemsworth como o Caçador. Rupert Sanders faz seu debut como diretor.

Cinéfilos irão finalmente decider qual Branca de Neve é a mais bela de todas, mas nós estamos curiosos para saber qual princesa com “pele branca como a neve, lábios vermelhos como sangue e cabelo preto como ébano” subtamente explodiu no que os meninos Grimm com certeza chamariam de zeitgeist. Estamos nós vendo o retorno à tentativas e verdade, embora com tecnologia CGI, ou esses filmes de conto de fadas sinalizam um verdadeiro florescimento da imaginação inspirada pelo apelo global da estória? E o que é esse apelo exatamente?

Esta não é a primeira vez que Hollywood tem a audiência de filmes vendo em dobro. Haviam Truman Capotes rivais em “Capote” (2005) e em “Infamous” (2006); corredores de longa distância clonados em “Prefontaine” (1997) e em “Without Limits” (1998); cometas concorrentes em rota de colisão com a Terra em “Armageddon” (1998) e “Deep Impact” (1998); e, por um tempo no final de 1980, crianças e adultos estavam trocando de corpos em todos os lugares em “Like father like son” (1987), “Big” (1988), “18 Again!” (1988) e “Vice Versa” (1988). Mas por quê Branca de Neve e por quê agora?

Nós perguntamos a Kenny Klein, autor de “Fairy Tale Rituals: Engage the Dark, Eerie & Erotic Power of Familiar Stories,” sobre sua opinião no fênomeno da Branca de Neve. “Branca de Neve é a pessoa que a maioria de nós queríamos ser, “ disse Klein. “Persuadida por algo que está além do seu controle (sua beleza), e expulsa sem recursos, Branca de Neve econtra si mesma na posição que muitos de nós sentimos que estamos: vítimas de fatalidades, o nosso próprio lugar no mundo nos negando. Mas através do charme e perseverança, Branca de Neve triunfa, recuperando seu lugar como princesa e o reino de seu pai.

O reino de seu pai, não de sua mãe. Interessantemente, na coleção das estórias dos Grimm de 1812, mais baseado diretamente nas tradições alemãs via oral, não havia menção do fato que a mãe da Branca de Neve havia morrido no parto ou que seu pai havia se casado novamente. Estas mudanças aparecem primeiramente no texto de 1919. O mais ousado, projeto anterior, tinha a mãe da Branca de Neve, não a madastra, como uma homicida ciumenta de seus parentes de sangue.

De acordo com Klein, “As muitas correntes que funcionam debaixo da superfície – que o mundo é cheio de mágica, ambas boas e más, e que logo ao lado do nosso mundo cotidiano existe um mundo de magia e mistério (a floresta) onde nós poderemos encontrar nossa verdadeira natureza – são sub-textos de todas as credos e religiões, de todas as obras de fantasia e de nossos sonhos.”

Estão os cinéfilos em busca de sua verdadeira natureza, então, e não meramente em busca de escapatória? Klein vê o renascimento da Branca de Neve em termos geracionais. “A geração Harry Potter corre muito da geração Crepúsculo,” ele disse, “e ambos têm seu débito para os Grimm e seus contos de fada.” E para Walt Disney.

O pioneiro da Disney “Branca de Neve e os 7 anões” (1937) foi uma obra de arte de contar histórias e o primeiro longa metragem de animação, classificado em 1º entre os filmes animados na lista 10 TOP 10 na AFI. Quando a Academy of Motion Pictures Arts and Sciences honrou o filme em 1939, Shirley Temple presenteou Walt Disney com uma estatueta dourada em tamanho original e 7 miniaturas. O filme foi relançado para os cinemas e em DVD em 1983, 1987 e 1993, um fato que Klein considera crítico para entender esse fenômeno de Hollywood.

“Adolescentes, 20 e poucos anos e aqueles com 30, cada um cresceu com uma nova onda desse conto, e estão revisitando seus ideais da infância enquanto eles alcançam marcos em suas vidas,” disse Klein. “O apelo de Branca de Neve nesse público é o de entrar novamente na floresta mágica de novo, e redescobrir quem você é agora, nesse ponto da vida. A cada idade, a rainha má pode ser enfrentada, e o verdadeiro e legítimo legado da vida de uma pessoa atingido.”

E então, ingressos ou DVDs em mãos, nós vamos voltar para a mata. Certamente, não é coincidência que “Into the Woods”, o musial de 1986 de Stephen Sondhein e James Lapine que combina o conto dos irmãos Grimm, revivido em Donmar Warehouse em Londres em 2010, está vindo para Nova York no Delacorte Theater no Central Park neste verão e também está sendo desenvolvido pelo diretor de “Chicago”, Rob Marshall, como um filme da Disney, de acordo com o panfleto. A televisão já abraçou a tendência. “Grimm”, da NBC, uma série de detetive sobrenatural é filmada na conteporânea Portland, e “Once Upon a Time”, da ABC, um moderno refrão dos contos de fadas é filmado no Maine, têm ganhado forte suporte de fãs.

Um post recente de Ryan Dixon no Scriptshark.com, um blog popular para escritores de televisão, chama a atualização de mitos e contos de fada “uma das mais quentes tendências em procura até a próxima… ‘ereação matinal.’” Dixon aponta que “uma dos mais populares formas é de contar essas estórias conhecidas do ponto de vista de outra personagem” e atribui a técnica a Gregory Maguire, autor do romance o qual o musical da Broadway “Wicked” é baseado. Outra explicação para a popularidade dos contos de fatas é o fato que eles são de domínio público – o ambiente jurídico perfeito para um criativo liberado para todos.

Parece claro como vidro de caixão que a estória da Branca de Neve envolve artista e o público. E, enquanto Disney, Singh, Sander, Sondheim, Lapine e todos os outros artistas que têm oferecido suas variações deste conto do bem vs. mau tenham algo único para compartilhar, talvez a real base para a popularidade de Branca de Neve é que outros milhões consideram seus trabalhos como apenas seus, a estória que seus pais liam para eles na hora de dormir, a qual preencheu seus sonhos.

Nesta era digital, Branca de Neve retorno anuncia uma nova era de mais íntimas conexões humanas? Ou a mídia social criou uma nova, exponencialmente boa tradição oral, onde novos posts sobre Branca de Neve no Facebook e Twitter se torna jogo fácil para comentários e novas reviravoltas para a estória emergir, recombinar e se tornar viral? Duas explicações, ambas plausíveis. Os Irmãos Grimm entenderiam e, suspeita-se, aprovariam.

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